Já
Já me basta o peso da vida proletária
Não preciso que outro como eu me faça
feito faca
sangrar a existência diária
feito faca
sangrar a existência diária
Já me basta o pecado do capital
Não preciso mais uma relação que me faça
feito cuspe na cara
sentir culpa visceral
Já me basta a desgraça da precariedade
Não preciso de ninguém que me faça
de graça
duvidar da graça de amar de verdade
Não preciso de ninguém que me faça
de graça
duvidar da graça de amar de verdade
Já me basta o etos antiético neoliberal
Não preciso de outrem que me faça
por temor
desacreditar no valor real
da boa companhia
da vida coletiva
da cooperação
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